terça-feira, 9 de setembro de 2008

O contrato social de Lula

Descobri hoje o que aconteceu com o Brasil. Desvendei a grande charada da bagunça brasileira. Estive pensando muito sobre a situação atual do nosso país e cheguei a uma simples conclusão: O nosso grande companheiro muito antes da eleição deve ter se fechado em sua casa e por incrível que pareça, deve ter devorado determinados livros de três autores. Hobbes, Locke e Rousseau. ( Sei que é impossível, mas tentem entrar no clima da historinha ) Pois bem, o grande companheiro descobriu que antes da existência do Estado todas as pessoas viviam em seu estado de natureza e que o estado surge através de um contrato social. Empolgou-se com a idéia. Era isso que estava faltando. Ele leria os livros, entenderia tudo sobre esse tal contrato e faria um novo. Da sua maneira. Pois bem, começou com Hobbes. Enquanto lia foi entendendo que na visão do filósofo esse estado natural era péssimo para os seres humanos, pois eles precisavam de uma autoridade, um soberano que mantivesse a ordem e garantisse paz e segurança à comunidade. Parou. Tomou uma dose de cachaça e se imaginou sendo coroado e temido por todos. Imaginou todas as pessoas do Brasil cedendo a ele todos os seus direitos em troca apenas da garantia da paz. Ao tomar a segunda dose lembrou-se de São Paulo e percebeu que garantir a paz não seria tão fácil assim. Fechou o livro. Passou a ler Locke que ao contrario do autor anterior partia da idéia que esse estado de natureza era bom, as pessoas viviam felizes com seus direitos naturais, mas havia conflitos porque como não existia estado, nem autoridade alguma para resolvê-los e as pessoas tinham direito de autotutela. Parou novamente. Gritou para sua esposa Marisa e pediu que ela trouxesse um dicionário até seu aposento. A mulher entra no quarto, cheia de cremes na face e bobs nos cabelos. Com aquela saia de sempre e o terninho da mesma cor. Tudo tom sobre tom. Deixa o dicionário sobre a mesa do companheiro e volta a seus cremes. Ele abre o dicionário e procura... Procura... Fecha o Aurélio. Fecha Locke também. De nada adiantaria ler o restante do livro sem saber que diabo significava “autotutela”. Sua última chance estava em Rousseau. Já meio desanimado com toda aquela filosofia complicada e palavras estranhas pegou o livro e começou a leitura. Nosso companheiro não gostou nada das idéias desse filosofo. Rousseau queria o bem comum e o companheiro... Bem, ele não estava muito preocupado com isso. Estava prestes a fechar o livro quando lê sobre um primeiro contrato social feito entre as pessoas. Segundo Rousseau, um contrato injusto e opressor. Onde quem não tinha nada, teria que se submeter aos que detinham propriedade e poder. Ele achou engraçado, o fato de esse contrato ter sido feito com tanta facilidade. Gostou da idéia. Seria ótimo se ele conseguisse enganar o povo todo e fazê-los contentar-se com pouco. Naquela noite preparou seu discurso. Escreveu com letras grandes e tortas a seguinte arenga: Companheiros e companheiras, tenho estudado muito para mudar a situação do nosso país e vejo que nossa única saída é o estabelecimento de um contrato. Vamos assinar um contrato meus companheiros, onde os pobres terão seus empregos garantidos! Nós, detentores de poder e propriedade daremos a vocês a chance de trabalhar! Vocês serão privilegiados...
Começou a lembrar de alguns trechos do livro que acabara de ler e o discurso virou uma bagunça total:
...Que natureza que nada meus companheiros, eu posso oferecer muito mais. Eu posso oferecer bolsa-escola, bolsa-família, bolsa-gas, bolsa-merenda, bolsa-balada, bolsa-combustível, posso oferecer bolsas do que vocês quiserem companheiros. E para que isso tudo aconteça você só precisam abrir mão de algumas coisas como a saúde, a educação, a segurança...
Como de costume terminou o seu discurso com uma frase ES-PE-TÁ-CU-LAR - “O Estado nada mais é que uma mãe, e a mãe sempre vai dar mais atenção ao filho mais fraquinho”. (Lula)
É caros leitores, basta analisar um pouquinho do Brasil para chegar a conclusão de que Nietzsche estava certo ao dizer que Deus fez muito bem ao impor limites à sabedoria humana, mas errou ao não limitar a estupidez da mesma.

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