terça-feira, 9 de setembro de 2008

A coisa tá feia...

Eu estava saindo do Shopping em uma tarde qualquer. Não me recordo o que eu tinha ido fazer lá. Mas isso não importa. Não que o que eu vá contar agora tenha alguma importância, mas foi o que me levou a escrever esse texto. Bem, como disse, estava saindo do shopping. E sem perceber esbarrei em uma menina. Voltei, olhei para trás e me desculpei. “Desculpa é o caralho” Foi o que ouvi daquele ser vestido de preto, com um tênis que mais parecia uma sapatilha xadrez e olhos rebocados de lápis preto. Digo rebocado, porque aquilo passava longe de uma maquiagem bem feita. Sim. Estavam rebocados. Mas o que me deixou mais azucrinada, não foi a resposta grosseira e medonha que eu recebi. Foram as gargalhadas. Gargalhadas dadas por mais ou menos uns dez, daqueles seres burlescos. Que espécie de educação aquelas coisas ridículas receberam? Que mãe ou pai em sã consciência deixa um filho se vestir e agir daquela maneira medonha? É como diria Elis Regina, “Tá cada vez mais down no high society”. Bem, diante disso tudo. Resolvi deixar clara a minha aversão a esse tipinho “sentimental”. Titulam-se Emos. Mas os pobrezinhos mal sabem a origem desse termo. Não chorem queridos. A tia vai explicar da onde surgiu esse termo e por que. Tá bom? Vamos lá. Muitas são as teorias para o surgimento desta merda. A mais aceitável creio que seja a seguinte. Na década de 80 queridinhos, a revista Skate Thrasher, criou esse termo EMO, para descrever uma nova geração do punk rock. O hardcore emocional. Algumas bandas que se destacavam, com músicas “quiet/loud”, como a Embrance e Fire Party. Nessa mesma época, bandas como 7 seconds e Scream também aderiram ao movimento “emocore”, criando musicas mais introspectivas e acrescentando influências do rock alternativo. Mas foi em 1991, meu caros emozinhos que a onda do emocore explodiu, junto da banda Heroin que tocavam um estilo caótico. ( Insuportável eu diria.)
Segundo a cultura alternativa, diz-se ser emo, aqueles que se demonstram pessoas sensíveis, de baixo-astral. ( Será que eles já pensaram em assistir Xuxa contra o baixo-astral? ). No Brasil, meus pequeninhos, essa onda imbecil apareceu com forte influencia norte-americana em 2003. Mas ela não influenciou apenas no estilo musical. Os jovens, passaram a se vestir com trajes pretos, listrados, Mad Rats, cabelos coloridos e franjas caídas sobre os olhos. Passaram a andar em bandos. É minha gente, foram-se os dias dos neo-hippies, patricinhas e góticos. A moda agora é ser emo. Vamos todos andar abraçadinhos, chamando nossas amigas emos de “marida” e fazer tatuagens de canetinhas na mão para mostrar o quanto amamos nossos amigos emos. Vamos pintar nossas faces com lapis preto e fazer do nosso cabelo um belissimo catálogo de tinta. Vamos usar palavras apenas no diminutivo. Fica tão bonitinho né? Mas principalmente, vamos chorar juntos, ouvindo nossas belas músicas com os mesmo temas, falando de desilusões amorosas e problemas familiares. Infames. Mas é claro que isso tudo tem uma valorização indiscutível de todo o comercio. O que mais se vê agora, são lojas para essas criaturas estranhas. Tudo o que se vende, é propositalmente triste, com toda aquela estética deprê. É, essa droga virou um contágio mais potente que a tal da gripe aviária. Agora todo mundo quer ser emo. Todo mundo quer ser cool. Ora bolas, vão se catar. Onde fica a personalidade desses tipinhos? Desde quando, precisamos ter uma aparência medonha e um comportamento completamente mentecapto para sermos aceitos em algum grupo? Quem precisa de um grupo? Esqueçam a moda. A moda tornou-os ridiculos e insuportaveis. Antes de terminar, quero fazer apenas mais uma colocação. Não pensem, meu queridinhos, que estão sendo “diferentes” agindo dessa maneira. Não chorem com o que direi agora... Mas vocês são ridículos.

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