terça-feira, 9 de setembro de 2008

A bola vermelha

A moça fazia espetáculos. Ganhava seu dinheiro à custa de pequenas apresentações. Jogava as bolas para cima, pulava ou girava ao mesmo tempo e ainda as pegava no ar. Era tudo tão simples para ela. Jamais havia deixado uma bola cair. Era mecânico. Ela nem mesmo se preocupava com o movimento que teria que fazer, era tudo automático. As pessoas se encantavam com tamanha precisão e suavidade dos movimentos. Mas aconteceu um dia, em meio de uma apresentação. A jovem ouviu um “te adoro” tão sincero vindo da platéia que não pode controlar os próprios movimentos por um pequeno segundo. Pequeno, porém suficiente para deixar a bola vermelha cair.

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