terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Eu

Eu não gosto de filmes de terror. Não tenho carro, nem bicicleta. Gosto de livros. Alguns. Nunca fui boa em matemática. Aprecio um português bem falado e bem escrito. Detesto hip hop. Prefiro coca-cola à pepsi. Já subi em palcos. Gosto de chocolates e café. Acredito em amor a primeira vista. Entretanto, acredito também que ele só existe à primeira vista mesmo. Sinto cócegas. Tenho paixão por música. Adoro blues. Gosto de tatuagens. Não tenho nenhuma. Gosto de refrigerantes e cerveja. Adoro violão. Admiro Érico Veríssimo. Não como banana. Mas adoro cuca de banana. Não tomo sorvete. A menos que seja na vaca-preta. Gosto de dançar. Não tenho filhos. Nem namorado. Gosto de escrever. Não sou escritora. Adoro bolacha recheada, de preferência passatempo. Não sou organizada. Detesto dobrar roupas e lavar louça. Faço direito. Adoro o que eu faço. Não sou simpática. Sou magra. Não tenho peitos. Sou nômade. Vivo uma eterna espera. Tenho vontade de viajar. Conhecer. Almejo uma paixão. Não tenho cachorro. Tenho paixão por animais. Eu moro sozinha. E quase sempre me sinto sozinha. Tenho bons amigos. Gosto de cozinhar. Raramente cozinho. Uso pantufas no verão. Não gosto do meu pé. É magro e largo. Assim, parecido com o de um pato. Sofro de ansiedade e stress. Rôo as unhas. Mordo os lábios sem perceber. Adoro banho quente. Tenho alergias e rinite. Gosto de festas. Uísque. Gosto de romances. Não gosto de amigo-secreto. Não tenho paciência. Queria poder voar. Tenho paixão por caçar pessoas interessantes na multidão, desvendar personagens por trás de suas primeiras impressões. Eu reparo nas pessoas. Suas roupas, modo de falar, comer e andar. Não suporto sorrisos demais. Eu não falo alto, não gosto que falem. Tenho discos. Não tenho toca-discos. Não acredito em destino. Acredito em planos. Tenho planos. Não suporto conversar com gente arca. Gosto da minha família. Não tolero mais de meia hora com minha prima. Gosto de cinema. Não gosto de pipoca. Eu falo palavrão. Muito palavrão. Eu sei arrotar. E arroto. Tenho uma paixão platônica por um personagem do Érico, Capitão Rodrigo Cambará. Sou indecisa e carente. Farofa, para mim, é bem mais que um mero acompanhamento. Gosto de moda de viola e rock. Gosto de provar roupas, mas detesto quando minha mãe abre o provador. Ela sempre abre. Só escrevo quando me sinto triste e de madrugada. Sei sambar. Não gosto de pagode. Minha vida amorosa é uma bela piada. Às vezes, finjo que gosto. Tenho paixão por filmes épicos. Não faço idéia de qual seja meu tipo ideal de homem. Gosto de carinho. Adoro cheiro de grama cortada e de terra molhada. Ouço Simon and Garfunkel todos os dias. Gosto de ficar em casa vendo filmes e comendo pizza. Passei uns três anos sem comer carne. Hoje, sou viciada em mignon e linguicinha. Só como cachorro quente se a salsicha estiver cortada. Não como nada que tenha cheiro verde. Adoro pimentão e alho. Tenho preguiça. Adoro dormir e choco milk da batavo. Gosto da sensação de colocar a mão dentro de um saco de bolinhas. Reclamo de quase tudo. Gosto de usar o cabelo preso e usar brincos. Mas quase nunca uso. Tenho problemas com inflamação nas orelhas por conta do níquel. Só posso usar ouro. Tenho apenas um brinco de ouro. Não fiz festa de quinze anos. Não dancei valsa. Sempre reparo no sorriso. Dentes bem cuidados me enlevam. Já tive depressão. Já tomei tryptanol 25, fluxocetina e rivotril. Tenho insônia. Não durmo no escuro. Tenho medo de espíritos. Não sou espírita. Gosto de Chico Buarque e Pink floyd. Sinto saudade de meus pais e minha irmã. Não sinto saudade de muitos amigos. Posso contar nos dedos os que sinto falta. Chorei lendo Forest gump. Adoro desenhos animados. Não gosto do pica-pau. Sou realista e prática. Às vezes grosseira. Já pensei em fazer medicina. Mas não gosto de sangue. Fiz coisas que me envergonham. Já pensei em ganhar dinheiro como modelo. Decepcionei-me. Gosto de sentir o vento batendo no rosto. Gosto de flores. Antes de dormir, passo horas imaginando. Criando. Fantasiando coisas impossíveis de acontecer. Não gosto do passado. Tento apagar muitos fatos da memória. Fiz sete anos de curso de inglês. Mas não tenho um nível avançado na língua. Gosto de Janis Joplin e Raul Seixas. Colo shoyo e molho inglês em toda comida que faço. Ouço música gaúcha e tomo chimarrão. Não sou muito chegada à televisão. Detesto o Faustão e a dança dos famosos. Não assisto novelas. Assisto filmes. Adoro sapatos e havaiana. Raramente uso tênis. Acho Ary Toledo obtuso. Mas já ri de suas piadas. Sinto pena da Tati quebra barraco e da lacraia. Já dancei boladona. Tenho os joelhos estourados e as canelas roxas. Tenho intolerância à gente porca na mesa. Abomino quando mascam chiclete de boca aberta. Tenho mania de estralar os dedos. Minha tia diz que eles vão engrossar por conta disso. Coleciono discos, bolachas de cerveja e copos de cachaça. Costumo guardar coisas inúteis e escrever acontecimentos que merecem ser lembrados daqui alguns anos. Gosto de Rita Lee e tenho total horror à Claudia Leite do babado novo. Não gosto da Xuxa. Gosto de vermelho. Não tenho relógio. Não sou organizada com o tempo. Já senti a sorumbática sensação de ver a casa sem móveis e fechada. Já me despedi de quem não queria deixar. Dificilmente lembro-me dos meus sonhos. Já sonhei três vezes com a mesma coisa e ela nunca aconteceu. Já quebrei espelhos e não tive sete anos de azar. Saia do colégio para roubar frutas no vizinho. Chorei de medo do coelhinho da páscoa. Não gosto de ano novo. Todos pulam ondinha e comem sei lá quantas uvas, jogam no mar as coisas ruins que fizeram no ano e no dia seguinte, tornam a praticar tudo novamente. Gosto dos presentes do natal. Há tempos não decoro minha árvore de natal. Não vejo graça em encher uma arvore de bolinhas e luzes sem a presença da família. Não uso de all star. Tenho dois tênis, um chinelo e vinte pares de sapatos. Adoro fotografias. Já arremessei com vontade uma xícara de chá contra um muro. Sou encrenqueira. Não consigo dormir antes da meia noite e tenho problemas para acordar cedo. Não vejo graça em palhaços. Não gosto de circo. Principalmente do circo do Faustão. Às vezes penso que nasci na época errada. Gosto de Elvis e Jhonny Cash. Gosto do meu nome, mas acho o seu significado idiota. Não gosto do Lula. Gosto de silêncio e das estrelas. Sou curiosa e chata. Vivo com dor de cabeça. Gosto da nudez das montanhas. Gosto de ser. Gosto de existir.

Entre merdas e supositórios

O fato é o seguinte: Uma bela jovem de cabelos tingidos ( sei lá que cor ), magra, não muito alta, mas também não posso dizer que baixa e com aparelhos nos dentes sofreu certo tempo da dita hemorróidas. Pobre mulher. Tão elegante tão suave ao falar e se portar, mas ao sentar... A coisa ficava feia. Sempre de ladinho ou com alguma almofadinha em baixo dos braços, ou melhor... Em baixo do... Deixa pra lá. Não havia pessoa que não olhasse para Maria Rosalice. A priori olhavam com ternura e encantamento, mas era só a mulher se ajeitar pra sentar e cruzar as pernas erguendo um lado do bumbum, sentando assim, meio que inclinada, sabe? Que o encantamento passava. Hemorróidas na certa! Querendo ou não, há certo preconceito com pessoas que sofrem... E como sofrem com esse probleminha. Não que a pessoa seja excluída da sociedade ou do grupo de amigos pelo simples fato de sofrer na hora de sentar ou cagar. Mas a questão é que isso se tornou hoje motivo de escárnio. É engraçado (para quem tem o cú livre é claro). Mas voltando ao acontecido, uma tarde muito quente e seca, Maria Rosalice se contorcia sentada no sofá. Seu ritmo intestinal modificou-se em questão de segundos, a freqüência das exonerações e a forma das dejeções também. Por via de conseqüência, começaram a surgir puxos e tenesmo, o que exacerbou o já existente estresse da pobre Maria Rosalice. Não. Pobre não. Maria Rosalice sofria de intestino preso, não de diarréia. E diarréia meus amigos só pode ser coisa de pobre. Eles não conseguem acumular nada, nem mesmo as próprias fezes. Todo pobre tem diarréia. Mas enfim, Maria Rosalice piorava a cada segundo. As cólicas intestinais aumentaram e a cada bufa quente, daquelas que passam queimando os pêlos do traseiro, ela tremia. Sentiu uma contração forte e chegou à conclusão de que seu feto intestinal estava pronto para nascer. Correu para o banheiro em passos curtos e ligeiros. Abriu as calças no meio do caminho. Maria Rosalice suava. Sentou no banheiro e soltou um grito. Algo do tipo “AAAAAAAI”. Sua amiga Jurema correu para ver o que estava acontecendo. Maria apenas falou em meio a gemidos: “MANDE A FRANCISQUINHA COMPRAR SUPOSITORIOS! HOJE NÃO VAI TER JEITO! AAAAAI”. Foi dada a largada da corrida, Francisquinha pegou sua bicicleta e correu até a farmácia para comprar os supositórios para a amiga. Quando chegou, Maria Rosalice gritou mais uma vez. Mas não de dor. Dessa vez foi de raiva mesmo:
- Você comprou o tamanho pequeno sua infeliz!
- Ora essa, coloque mais de um, garanto que você caga. – Respondeu Francisquinha virando as costas rindo.
Maria Rosalice pediu a Jurema que tirasse da embalagem três supositórios. Jurema riu, riu muito. Aquela situação estava realmente cômica. Abriu a embalagem e entregou a amiga os três pequenos supositórios. Alguns minutos após a introdução e não logrando êxito no serviço, gritou para Francisquinha, suplicando que ela fosse comprar supositórios do maior tamanho possível. A jovem pegou mais uma vez a bicicleta e foi até a farmácia. Trouxe uma embalagem grande. Com seis grandes supositórios dentro. Jurema rapidamente abriu a embalagem e entregou um para Maria.
- Dê-me logo três. Gemeu Maria Rosalice.
Jurema em meio a risos entregou os três, sentou na beirada da cama e ficou ouvindo os gemidos da amiga, sempre rindo muito, é claro. Quem não iria rir assistindo a uma cena dessas? Só quem esta enfiando os supositórios no fiofó é que não acha engraçado.
- AAAAAAAAI. Traga mais dois!
- Você está louca? Vai ter um treco. Daqui a pouco caga até o intestino.
- Ande logo Jurema, não agüento mais.
Jurema tirou mais dois supositórios da embalagem e entregou a Maria que estava pálida e com uma respiração cansada. Jurema sentou-se na cama novamente e aguardou. Não demorou nem cinco minutos e ouviu o gemido de alivio de Maria Rosalice. Sim, caros leitores, a miserável cagou. A primeira leva, ou melhor, a primeira merda veio sólida e comprida, daquelas que dão a impressão de que vai entupir a privada. Jurema foi até o banheiro, ver se a amiga já estava se sentindo melhor, mas assustou-se com o que viu. Maria estava parada, agarrada nas laterais da privada, com os pés juntinhos, como se estivesse tentando empurrar o chão. Não deu outra, chegou a segunda leva de bosta. Desta vez, veio como um patê de criança. Algo como uma pasta morna. Borrou toda a privada. Jurema foi até o armário do outro banheiro, já que era impossível entrar no mesmo que Maria Rosalice, devido a fragrância insuportável de merda mole. Pegou dois rolos de papel higiênico e abaixando-se até o chão rolou-os até o encontro da amiga que permanecia imóvel e agarrada à privada. O cheiro de fossa tomou conta da casa. Jurema e Francisquinha riam no quarto. Maria Rosalice levantou e dirigiu-se ao quarto, andando com as penas meio abertas. Deitou-se na cama de bunda para cima. Enfiou a cara no travesseiro e resmungou para as amigas, dizendo que não queria ouvir nenhum comentário sobre o episodio. Jurema, quando conseguiu parar de rir olhou para a amiga, naquela situação de merda e perguntou:
- Quer que Francisquinha vá comprar um Hipoglos agora?
No final das contas, foram contabilizados, três supositórios pequenos, cinco supositórios grandes, um pacote de chá de sene, quase um rolo de papel higiênico e uns três quilos a menos. Que bela cagada!

Bom dia Brasil

Saindo do caixa eletrônico. Sente algo perfurando suas costas. Sente frio. Percebe algo escorrendo em seu corpo. Tenta se mover e ver o que estava acontecendo. Mas está totalmente imóvel. Vira os olhos. O gosto de sangue toma conta da boca. Ouve uma conversa. Muito longe... Longe...

- Porra mano, Você atirou no velho!
- Esse cara não ia facilitar irmão.
- Como é que é veio? E agora? Fodeu.
- Corre mano! Corre. Sacaram a parada mano!
- Mas e o dinheiro do babaca? O Cara da boca quer hoje mano.
- Fodeu irmão. Depois agente resolve. Corre.

O velho cai. Morto. Em alguma esquina de qualquer cidade do Brasil às 4:30 da manhã.
Bom dia Brasil.
O dia só está começando.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O canalha mais pulcro que (não) conheci

Pensei em falar de amor hoje. Mas antes de começar a endecha toda quero fazer algumas ponderações. Quando escrevo, não penso apenas em palavras bem colocadas que demonstrem o que estou sentindo. Quando escrevo, não quero desabafar mágoas ou fazer com que as alegrias do meu dia virem uma explosão de humor e alacridade nas crônicas. Escrevo porque me sinto bem assim. Demonstro todos os meus sentimentos, minhas vontades, meus sonhos. Cito. Nada diretamente. Mas nas entrelinhas dos textos, as conquistas, as perdas. Escrever é mágico. É a maneira mais fácil de sentir-se bem. De mostrar-se bem. Posso estar parecendo um tanto quanto egoísta, quando digo que escrevo para o meu bem estar. Para mim. Mas não é exatamente e tão somente isso. Não me interpretem mal. Quero deixar claro, antes de tudo, que escrevo pensando sempre nas sensações que serão causadas em quem as lê. É maravilhoso ler e sentir o que o texto quer passar. É gratificante saber que algo, exclusivamente seu em todos os sentidos, faz outra pessoa se identificar e pensar sobre tudo aquilo que foi escrito. Lembro-me quando li pela primeira vez, o primeiro livro que tive acesso do admirável Érico Veríssimo. Um certo capitão Rodrigo. Um nobre rapaz havia indicado Ana Terra. Infelizmente não o encontrei. Não. Infelizmente não. Graças a isso, pude viver a história do Capitão Rodrigo Cambará. Bem, caros leitores, aqui começa a minha maravilhosa historia de amor. Um amor platônico. Incondicional. Vocês devem estar pensando. “Exagero, loucura...” Não. Vou explicar como tudo aconteceu. E espero que vocês consigam sentir, todas as sensações que senti ao ler o livro. Afinal de contas, ler um livro ou uma simples história não é simplesmente ler. Ler é se envolver. É sentir-se dentro da historia. Vivendo cada momento junto ao personagem. Experimentando todas as emoções. Aproveitando todas as aventuras. Ler é viver a história. E eu, bem... Eu vivi intensamente cada página daquele livro. O romance vivido por Rodrigo Cambará e a doce Bibiana Terra. Foi sem dúvida espetacular. “Buenas e me espalho, nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho”. Começou por aí. Um belo homem. Chega à cidade de Santa Fé a cavalo, chapéu caído na nuca, cabeleira ao vento, violão a tiracolo. Seu olhar parecia estar sempre chamando encrenca. Rodrigo era um apreciador de cartas, cachaça e mulheres. Um homem de espírito livre. Corajoso. Bem-humorado e sem dúvida nenhuma, encantador. Que ao conhecer a bela Bibiana, rendeu-se ao amor. O engraçado é que na época em que se passa a história, as mulheres usavam apenas roupas longas. Como diria um velho amigo meu... “Nada de expor a figura da Medina”. Enfim, o que fisgou o machão, foram as lindas canelas de Bibiana. Que quando ao entrar na charrete, ergueu o vestido, para que não sujasse a barra. Rodrigo é um personagem um tanto quanto multifacetado eu diria. Ora simpático, ora cruel. Érico Veríssimo, realmente tinha o poder de criar personagens cativantes. Agora eu pergunto apenas as leitoras. Não é de se apaixonar? A minha vontade de viver uma história como a do Capitão Rodrigo e Bibiana Terra foi tamanha, que eu comecei a buscar em todo e qualquer canto. Alguém que me fizesse lembrar o charme do Capitão. Estanho, não acham? A leitura desse romance, não nos proporciona apenas todas as emoções vividas pelos personagens. O livro é um mergulho no universo histórico da época. Todas as guerras. Governos. Toda a filosofia. É magnífico. A conduta de Rodrigo era um substrato ético, com uma mistura de bravura, generosidade e claro, fanfarronice. Assim como a personalidade de alguns heróis das epopéias gregas, Rodrigo acredita que só a guerra dá sentido à vida dos homens. Uma cena, que não pode deixar de ser lembrada e que me fez envolver inteiramente com a história, foi um duelo. Travado entre Rodrigo e Bento Amaral. Quanta coragem para um homem só. Deixou sua marca, na “cara suja” daquele ser abjeto. Confesso que minha alegria após a leitura dessa cena foi imensa. Sonhava com aquele duelo desde o primeiro momento em que conheci a figura de Bento Amaral. Apesar de suas canalhices, que não foram poucas. Foi um homem espetacular. Mas não continuarei a citar cenas do livro. E tentarei me controlar para não mais falar do romance. Caso queiram saber o fim dessa linda e envolvente história. Não pensem duas vezes. Leiam o livro. Garanto-lhes que é uma experiência magnífica. Mas antes de findar a história do meu amor platônico. Quero dizer só mais uma coisinha. Coisa rápida. Prometo. Sorte na vida teve Bibiana. Que conseguiu domar e amarrar o charmoso Capitão Rodrigo Cambará. Ah, quem dera eu poder viver a história de Bibiana. Como seria bom, se eu tivesse também o meu Capitão Rodrigo Cambará. Entretanto, esse fascínio pelo Capitão termina aqui. Sim. Assim de “sopetão”. Como todos os outros amores de minha vida. Mas quem está acostumado a ler meus textos, bem sabe que gosto de falar. Porém, irei me calar agora. Já que a minha mais nova história de amor platônico está apenas começando e ainda é cedo para contar-lhes.